“Apagão” é um termo que designa interrupções ou falta de energia elétrica frequente, como blecautes de maior duração; debutou no Brasil e ganhou enorme popularidade nos dois últimos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso; causando o “escândalo do apagão”, motivando uma crise nacional. Na época, o presidente foi incansavelmente responsabilizado pela falta de planejamento e investimento para a geração de energia no país.
Se nos anos de 2001 e 2002, FHC se referisse aos fatos que provocavam a falta de energia como “micro incidente”, teria sido no mínimo acariciado por um rolo compressor. “Sorte” que o clima emocional é outro, pois “os brasileiros” agora além de ter petróleo; Copa do Mundo em 2014; Olimpíadas em 2016; aumento no Bolsa família, também aderiram uma “surpreendente”, ilimitada e inacreditável compreensão para com “os companheiros”.
Com uma percepção “Lulistica”, podemos dizer que agora importamos “marolinhas”, e estamos convencidos que o Brasil é uma potência, capaz até de exportar “apagão”.
Na terça-feira passada, durante um “micro incidente”, modelos contendo as últimas tecnologias no que se referem a aparelhos celulares, serviram de lanterna para a população se guiar para seus lares. Iluminação que não foi suficiente para encontrar Dilma Vana Rousseff, causando preocupação para o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que abandonado teve que romper a faixa... Digo... Romper o silêncio, e inaugurar o “multiapagão” sozinho.
A escuridão transnacional criou uma preocupação linguística, necessitando de uma nova dinâmica para classificar corretamente os diferentes “micros incidentes”; seria mais ou menos assim: Blecaute (sinônimo de apagão – racionamento voluntário de energia elétrica, criado por FHC); Megablecaute (Mega apagão – apoio forçado ao Protocolo de Kyoto – observação: não ocorre na China e nos EUA); e os Gigablecautes (Giga apagão – protesto divino após Galileu... Ops... Digo, o herege Lula dizer que a Terra é redonda).
O jornal americano The New York Times, usando uma fotografia copiada da manchete do jornal Zero Hora, que mostrava a praia de Copacabana às escuras; acompanhado pelo site espanhol El País, e o jornal argentino Clarín; apenas se limitou a noticiar o enorme contingente de pessoas “beneficiadas” com o “apagão”, fazendo uma propaganda modesta do PIB (Produto Inexplicável Brasileiro – observação: not made in Paraguay ).
Pena que o Paraguai não possui equipamentos bélicos para vender para o Brasil, pois uma reportagem feita pelo ABC Color (emissora paraguaia) chamada de “Ciberpiratas en apagón” ajudou a fazer a publicidade do “PIB” internacionalmente, favorecendo uma especulação internacional imediata, após reforçar a vulnerabilidade da energia no Brasil; uma atitude que merece um estreitamente de amizade com os paraguaios, ou pelo menos facilidades na venda do apagão (pagamento em prestações quem sabe!).
Segundo a “Ciberpiratas en apagón”, por intermédio de um suposto ex-agente da CIA (também ex-funcionário do Domingo Legal), revelasse a grande possibilidade de hackers terem sido responsáveis pelos apagões de 2005 e 2007 no Brasil. Essa hipótese, de hackers serem os responsáveis pela falta de luz em vários estados brasileiros e principalmente na capital Assunção e Ciudad del no Paraguai, foi considerada por muitos sites internacionais, como: Bloomberg, Sky News, National Public Radio e Wall Street Journal.
A insinuação que a reportagem paraguaia fez, não durou, e caiu por terra como um raio; ou melhor, sendo substituída por um raio à culpa pelo tal apagão. O que foi justo... Só porque existiram deflagrações no sistema elétrico do Afeganistão e Iraque durante as guerras; e que durante este ano, sites da Casa Branca, Departamento de Estado e Pentágono foram retirados do ar pelos piratas da Internet; não significa que o Brasil possa estar vulnerável a estes irrelevantes acontecimentos. Talvez quem fez a reportagem pense que o Rio de Janeiro esteja em Guerra; pura falta de informação.
O efeito dominó causado pela “queda” simultânea de três linhas de energia, além de atingir 18 estados brasileiros, diminuiu a luz do fim do túnel do PT (Partido dos Trabalhadores), que era mantida acessa por Dilma V. Rousseff; Ministra que temendo a tempestade de raios, abandonou o posto de guardião da luz após deduzir que havia acontecido um “curto-circuito” (nota-se que mesmo abalada, a ministra não deixa de usar uma linguagem petista, diminuindo um pouquinho os acontecimentos para não preocupar a população); assustada, nem se importou com o telhado do PT que era destruído por forte granizo e se escondeu das terríveis forças atmosféricas.
Dilma, coitada, frágil e demonstrando sérios traumas psicológicos após finalmente ser encontrada pela “terrível” mídia, apresentou agressividade, mas mesmo assim conseguiu aclarar a tranquilizar a todos com informações incontestáveis.
A mídia, mesmo tendo conhecimento que para o presidente petista, o copo esta sempre meio cheio, e nunca meio que esvaziando, publicou as palavras do positivista Lula: “Se o sistema é robusto como nós acreditamos que seja, [...] por que então nós tivemos este desastre.” (se prestar atenção, notará que a frase esta um pouco distorcida pela implacável mídia; repare que o “nóis” é substituído por nós...). Ah... O presidente não parou por ai; além de mostrar enorme indignação, após impressionante esforço para esquecer o “mensalão” e a crise do senado, ampliou ainda mais o seu sempre crescente prestígio, e acrescentou pioneiramente e surpreendendo a todos que: “A Terra é redonda”.
Bom... Como eu não nasci amarela; logo não faço parte da família do Homer Simpson; então, tenho uma hipótese bem mais racional sobre os fatos ocorridos, e acredito que as chances dela ser aceita são muito grandes. É o seguinte... Penso que provavelmente o apagão se deu devido a radiação proveniente de Kripton, com o propósito de afetar o Superman (traduzindo da linguagem cibernética – PT), lançando brutalmente inúmeros heróis voadores sobre torres de energia na terra, proporcionando pequenininhos incidentes no reino da fantasia. A “Mulher Maravilha” vulga Dilma, enfraquecida se perdeu durante 40 horas e foi encontrada nervosa e atormentada; já o “Goku”, também cariosamente chamado de “Lobão”, se desequilibrou e caiu da nuvem, ficando tonto por horas após a queda. Mas nada mais sério que isso ocorreu, pois Zeus, mesmo tendo apenas quatro dedos, está convencido que é capaz de lançar raios e destruir Kripton; e já tem até um potente grito de guerra para assustar a todos: “Viadutos, raios que os partam!” (os hackers foram incapazes de decodificar a linguagem cibernética utilizada).
Enfim, embora minha hipótese não seja reconhecida por jornalecos internacionais, pelo menos serve para desagradar meu avô, pois ele sempre dizia: “Se não sabe, não assopra”.
Clarisa de Abreu
Turma VI - Jornalismo
Nenhum comentário:
Postar um comentário