terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sem vitrine!

O destino daquele Ninguém parece óbvio. Dono de passos apressados e sem rumo. Seguia, todo dia, e sempre chegava a lugar nenhum. O desinteresse dos seres civilizados não refletia em seus olhos sem brilho. Pouco percebido, causava incomodo apenas quando transitava em espaços inconvenientes; estragando a cegueira com seu aroma de descaso. Quando exposto na escuridão, era uma espécie de bicho Papão dos contos urbanos; por vezes provocava medo. Pena não! Pena é feio sentir...

Vitrines iluminadas. Gente caminhando. Carros desfilando. Música e barulho. Gritos, gargalhadas e murmúrios... Várias marcas e cores expostas contrastando. Caras marcas! E Ninguém ali... Agachado, fazendo gestos de algo que não acontece; trocando palavras com quem não existe.

O estranho conhecido não gera nem estranheza. Todos sabem, não é ninguém! Ele não sente... Faz parte do cenário. E não do espetáculo. Estabelece um moderno sentimento de auto-suficiência, que não tem finalidade, somente justificativa; de Ninguém para toda aquela Gente, e da Gente a qualquer ninguém.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Só sei dizer o que fui dentro de um ponto de vista pouco exato, pois se auto analisar é como se auto privilegiar... O que sou realmente eu não sei, embora ache bem interessante viver tentando saber, pois ter dúvidas é o que nós torna melhor ou pior, sempre numa crescente... Pois se pode evoluir em tudo, ate nos erros... e isso não se chama estupidez. Pode-se chamar petulância... O que no meu ponto de vista é bom.
Sou o que não sei... Ser é como o Olhar... não se pode ver o próprio, da para pegar no máximo uma foto e ficar a deduzir...
Papo doido neh... Mas louco mesmo é quem possui os pés no chão...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Prisioneiro do Caos?

As maiores frustrações ocorrem sempre devido aos grandes amores. E diante das decepções percebe-se que os sentimentos intensos produzem dificuldade de expressão e até de convivência. O excesso sempre causa caos interior. Estar no caos é ter o próprio mundo em desordem e não conseguir encaixar as peças que constroem a ponte, o único meio de ligação que sua ilha particular dispõe para não ser deserta.
O excesso que atordoa gera a necessidade de extravasar. E por que não escrever? Organizar as ideias, literalmente. Para isso é essencial ser capaz de diferenciar, saborear e apreciar as sensações. É imprescindível ser transparente e sutil no uso da percepção, pois não se pode moldar um sentimento após ele nascer. Então, crie o ambiente saudável para seus filhos!
Filhos? É... Criar personagens é como gerar filhos. Durante a gestação se imagina características de acordo com o que se vê em outros seres de papel ou de carne. Mas quando ele nasce, descobre-se que a criaturinha tem personalidade própria, identidade. Malicioso, inconsequente, manhoso, tendencioso, ignorante, impaciente, tagarela, indiscreto, vaidoso, insolente, mal educado; foge as tradições e não totalmente aos costumes; e tudo isso ainda não é o suficiente para destruir o orgulho dos pais. Pois o rompimento do cordão umbilical é incapaz de interromper a conexão. É uma espécie de cumplicidade incondicional.
Assim como toda relação, a intimidade com a escrita cresce com a convivência, dando espaço a uma determinada falta de respeito com a linguística. Neste caso, pode ser favorável, pois facilitara o envolvimento do leitor com o cenário proposto. Consequentemente, deixara mais evidente a identidade dos personagens.
Há inúmeras tentações perante o caos, que na escrita podem causar estresse, dor de cabeça. Entretanto pode também ser a trilha para a inovação, o esconderijo certo para encontrar o estilo peculiar de persuasão, com aparente falta de pretensão, mas que envolve até atingir o ponto G do leitor. Ou seja, é obrigação acabar com as tentações! Como? Ué, caindo em tentação. Se der errado, dê lugar à indiferença. Tentação não é casamento. Você não precisa de advogado para resolver este deslize... Extermine seus medos. Ser conservador então? Nem pensar! Existe necessidade de aventurar-se para testar a potencialidade deste relacionamento. Não se contente com uma musa, vá atrás de meretrizes sem luxo! Tenha como exemplo Zeus, que na verdade era um canalha, mas por merecimento. Poh, o cara deu vida à magníficas criaturas.
Brinque de Zeus, Deus, ou de cientista maluco! Dê valor para cada palavra utilizada. Acredite ter um grande tesouro, e que é necessário escondê-lo para gerar cobiça em piratas que você deseja prender. Desenhe primeiramente o mapa, use como isca suas maiores preciosidades. Escolha uma estratégia! Crie o cenário apropriado para captura. Deixe pistas eficientes para eles chegarem até você. A busca deve ser tão atraente quanto o tesouro. Tens dúvida se irá despertar a cobiça dos piratas? Pense... Você iria do Oiapoque ao Chuí atrás deste tesouro? A consistência da resposta depende da sua empatia. Seja uma fiel cobaia da sua criatividade!
A trama textual pode ser de drama, comédia, suspense, romance. Pode tudo! Ah, se quiser criar uma constituição, fica ao seu critério! O final pode ser o começo, a ordem não importa; o meio independentemente existirá, mas faça dele um recheio. Digamos que um recheio de mãe. Torne-se íntimo, mas nunca previsível. E lógico! Não exagere nos adjetivos, leve em consideração que no ponto de vista dos pais, os filhos sempre são extremamente qualificados para tudo. Assuma uma postura critica de madrasta de fábula. Corte as tranças de Rapunzel sem dó, aquele cabelo é um grandessíssimo exagero! Mas não use maças envenenadas como instrumento de ataque, prefira a ironia, seja hostil com eloquência. Use o Pequeno Polegar como exemplo de inteligência!
Ultrapasse as barreiras! Não seja prisioneiro do Caos. Crie... Escreva... Pinte com palavras o arco-íris, dê vida ao abstrato. Acaricie no ritmo de uma melodia. Rompa o branco da página com o Sol da perfeição. Tenha olhos curiosos com traidores olhos oblíquos. O tema pode ser a morte, no entanto, é sempre Zeus proporcionando eternidade ao Homem.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Debate sem deuses!


Não havia pretensão alguma de afrontar a beleza dos deuses. É... Narciso não caberia como comparativo de vaidade para com os personagens daquele cenário! Os candidatos à presidência, José Serra e Plínio de Arruda Sampaio, em comum com Narciso, possivelmente somente a esterilidade, uma hipótese que ganha força ao analisar o discurso do candidato do PSDB, que só falava a respeito de saúde; e a imagem do representante do PSOL, que poupa qualquer argumentação para se ter uma idéia contrária. Ah... Também tem a piada que a candidata do PT, Dilma Rousseft contou, dizendo que iria abrir seis mil vagas nas creches caso fosse eleita, devia ser um deboche subliminar.
O debate não foi inútil como o nome Narciso sugere na Mitologia Grega; foi... humm... Esclarecedor! Esclarecedor?... Nem o veneno de Narciso esteve presente no ambiente. Bom, o Plínio bem que tentou marcar território; pois o candidato do PSOL tendo presenciado a única reforma agrária satisfatória, uma tal de Pangéia, ameaçou se impor, mas acabou se comportando à moda ninfa Eco. Até por que, para fazer alarde dependia dos "outros". E ai! Alguém pergunta para o Plínio? Ele também quer participar... parti... Opa! Acabou o tempo!
O que atraiu atenção mesmo foi o duelo fashion proporcionado por Marina Silva e Dilma Rousseft. Foi algo excepcional. No sentido especial da palavra. Afrodite deve ter se contido para não roer suas unhas de inveja, digo, medo. Nem com uma eternidade sem salão de beleza suas sobrancelhas ficariam como as da representante do PV; que chocou, pois eram bem... ...bem grandes. Ela realmente dever defender as matas!
Atena deve ter pensado: "Se Aracne tivesse feito um casaco como o que Dilma usava, não tinha sido transformada em aranha." O estranho é que mesmo assim, a petista estava quase subindo pelas paredes de tanto nervosismo. Hermes, mortalizado como o Deus Lula, não estava lá para conduzi - lá a outra postura, e a coisa ficou feia, literalmente.
A falta de vaidade fez com que os três candidatos, José Serra, Marina Silva e Dilma Rousseft se comportassem como amigos de infância. O Plínio, trovador solitário, está precisando se olhar no espelho e acabar com a ilusão de que tem algo de Narciso; pois o percentual de quem quer ser seu amigo não é nada atraente, também.

domingo, 25 de julho de 2010

Os anjos são tão complicados...
Não endendem sentimentos e vivem a espiar...
Voam sobre o mundo, e mesmo assim não são capazes de sentir...
Sinto que o mundo não tem sentido, mesmo que enxergue os anjos, mas isso não importa!Sempre que sonho que posso voar, a sensação é muito boa.
As vezes não quero sentir a vida, e os sentimentos me pregam no chão. Quando sonho vou bem mais longe sem Ser, mais talvez eu não tenha nada de divino.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Geração Coca e Cola

Rebeldes depressivos!
Programados para consumir
Sem medo de morrer
Com medo de viver


Todos conectados; todos tão desligados...
Filósofos suicidas!
Amam a liberdade, mas não a própria vida


Epidemia de solidão
Civilização da contradição!
É a sociedade em evolução...


Machucando por amor, imploram por amor
A TV consola, a internet alivia...
Renato Russo me entenderia!


Cansados de falta de atenção, perambulam pelas ruas
Viciados no irreal, fujam do camburão!
Muitas casas, nenhum lar...
Vestindo preto, questionam a razão
Moderna escuridão...
Monstruosos espelhos!

O direito a informação tropeça repetidamente na ética, mas como é um obstáculo normalmente censurado, pouco eficaz para modificar comportamentos cultivados por ideologias arraigadas, permite que noticias divulgadas sejam distorcidas, e se torna incapaz de desmentir uma outra informação já absorvida. Logo, a mais usada palavra mestra, democracia, pode exercer incríveis valores que defendem qualquer postura.

A suposta liberdade adquirida com a ideia de democracia, em um país capitalista, facilita o consumo de qualquer informação, tanto sendo sensacionalista e útil, como ética e inútil, pois factual ou redundante, é apenas noticia.

O Código de Ética gera discussão numa minoria, e mesmo apontada como essencial as relações interpessoais, e em qualquer posição social, aparentemente sempre requer grandes mentiras na prática, já que a natureza humana não se encaixa dentro de nenhum quadro ético existente.

Concluindo, princípios sem valores refletem uma conduta sem ética.