segunda-feira, 27 de junho de 2011


Poderia escrever milhões de coisas e no fim tudo se resumiria em um breve “Não sei”.
Você é o sorriso de Monalisa! Não tem como saber o por que dos teus atos, então desisti em olhar-te. No entanto, sem finalidade alguma, sempre me pego sonhando ou tentando te decifrar.
Não descobri como deixar de pensar em ti, apenas aprendi a respeitar meus limites, aceito minha fragilidade, e por isso, sei que necessito ficar longe.
Como se fosse algodão doce, você se dissolveu e sumiu... O gosto que ficou foi amargo, e marcou o fim da minha inocência. - Era pra ser doce! 
O Tempo foi como água, e ajudou a engolir tudo. Não sei dizer exatamente o que ficou... Só sei enxergar o que possuo agora, um algodão doce na mão, e que não quero fazer desaparecer por qualquer luxúria.
Que seja doce o fim, que seja surpreendente o meio, e que o amargo seja apenas a primeira impressão disso tudo. 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

“...E que minha loucura seja perdoada...” (Perfil do Cristiano)


O destino parece óbvio... Dono de passos apressados e sem rumo, segue, todo dia, e sempre chega a lugar nenhum. Pouco percebido, costuma causar incomodo apenas quando transita em espaços inconvenientes; estragando a cegueira com seu aroma de descaso. Quando exposto na escuridão, lembra uma espécie de bicho Papão dos contos urbanos; por vezes provocava medo. Pena não! Pena é feio sentir...

   A entrevista é comprada por dois cigarros. E o local é apropriado para deixar Cristiano a vontade para falar. Mas, ficar a vontade parece não ser o suficiente, não pelo pudor, e sim pela dificuldade de lembrar.
Nome? Cristiano. Ele não soube dizer o sobrenome, tentou lembrar, fez umas caretas, e nada... Percebi que não lembrar deixou-o triste. Então, vamos para a próxima pergunta. O sobrenome não deve ser tão importante assim...
Idade?...
Cristiano sorri. Coloca as duas mãos na cabeça, e começa a balançar o corpo. Olha fundo nos meus olhos, como se a resposta estivesse lá. E nada... Alguns resmungos e com um movimento quase agressivo, levanta do chão onde estava sentado e sai andando a procura de fogo para acender o primeiro cigarro. Fico sentada, e na dúvida se ele irá voltar... Ele volta...
- Você tem 27 ou 28 anos Cristiano?... Já que nos olhos não carrego respostas, tento ajudar.  Ele coça a cabeça e responde: -É... isso ai!
-27 ou 28 anos, qual é sua idade?...- Não sei.  Mais umas caretas, e sorrisos. Cristiano fuma com prazer o cigarro e solta a fumaça com certa delicadeza, e depois dá tapas no ar para dispersá-la.
Um amigo de infância de Cristiano havia me dito a idade sem muita certeza. – Ele tem 27 ou 28. A gente estudou junto quando era criança. Éramos do mesmo grupinho, e eu também usei drogas. No nosso grupo todo mundo começou usar mais de brincadeira que por curiosidade; eu consegui sair fora, alguns outros moleques morreram por motivos relacionados ao vicio, alguns foram presos, e o Cristiano está por ai, perdido no seu próprio mundo.
Vitrines iluminadas. Gente caminhando. Carros desfilando. Música e barulho. Gritos, gargalhadas e murmúrios... Várias marcas e cores expostas contrastando. Caras marcas! E Cristiano ali... Agachado, fazendo gestos de algo que não acontece; trocando palavras com quem não existe. Um personagem atraente devido a contradição de palavras pronunciadas, e ao mesmo tempo, sem palavras que defendessem alguma idéia ou ponto de vista para que eu pudesse escrever. Também procurei respostas em seus olhos, e por algum motivo, senti felicidade em vê-los brilhar. Ele não tinha ganhado nenhum presente, mas mesmo assim seus olhos pareciam cintilantes. Efeito da droga ou um resquício de esperança?
O estranho conhecido não me provocava estranheza. Parece já fazer parte do cenário. Estabelece um moderno sentimento de auto-suficiência, que sou incapaz de definir. Com seus pés descalços, de repente saiu correndo feito louco... Observei os movimentos desajeitados que fazia a cada passo. Achei que iria voltar e fiquei a esperar... Cristiano não voltou!
Depois de alguns minutos, levantei do chão e fui embora. Alguns comerciantes na praça ficaram me olhando. Acho que eles não entenderam qual o motivo que me levou a conversar com Cristiano. – Ainda bem que as respostas não cabiam no meu olhar, ninguém gosta de se mostrar tão fácil assim...

terça-feira, 5 de abril de 2011





Cada dia que inicia, sinto que necessito um pouco mais de ti... E a cada dia que termina, percebo que lhe entreguei um pouco mais de mim...
   Não sei se foram esses olhinhos puxados, ou esta mania de esquecer; talvez as suas mãos que teimam em suar, ou quem sabe esses seus cabelos ruins que você teve a maldade de cortar que me atraíram; só sei que um dia eu acordei pensando em ti, e de repente, passei a adormecer fazendo o mesmo. Depois de algum tempo preferi não dormir para te olhar, e agora, deixo de sonhar para ti ter...
   Eu não tenho nenhum plano ou objetivo traçado, vivo meio sem rumo e sem ter a menor ideia do que fazer na maioria das vezes, você já deve desconfiar disso! Mas como todo Ser, possuo a necessidade do essencial. No momento tu és o meu essencial, és simplesmente o mundo que posso e desejo abraçar todos os dias.
  Dizer Eu te amo parece redundante e pouco quando te observo. Acho que por isso não consigo encontrar a forma de expor o que estou sentindo agora, mas pra que serve os conceitos? Bom mesmo é viver, sentir, amar... E para isso já tenho o que necessito, possuo o essencial... Você!

Incapaz!


Não confunda amor desenfreado com falta de princípios!
Eu nunca soube lidar muito com o que sinto na prática, já fiz muita coisa que repudio. Mas não foi por falta de amor próprio ou pelo outro. Longe disso! Na verdade foi pelo desejo de sentir além do que posso controlar, sem medo, sem rede de proteção...
Odeio ouvir que o relacionamento é construído através do respeito e da fidelidade, que se deve abrir mão de algumas coisas em pró do outro e blábláblá. Quando for amor realmente o cenário muda, porque o conceito de tudo se transforma em inimigo da felicidade, perdoa-se e se machuca pelo que não existe de fato; então, normal ignorar princípios pelo ato de amar.
Como é fácil, simples, covarde e estúpido julgar o amor alheio! Amar é absolutamente o ato de sofrer, e todo mundo sabe, ninguém é capaz de tomar as dores do Outro, isso nunca ocorre literalmente. Então, julgue apenas o que viveu de verdade, ninguém é capaz de amar e sofrer pelas experiências de Outro. Ninguém! Porque se não há experiência, só restam as teorias! E até teoricamente se pode dizer que você não tem nada!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Palavras ao vento

Tanta coisa na cabeça que fica difícil de escrever...
Que desordem!
Já na cama, no escuro em meu quarto, fiquei pensando como somos escravos da Palavra. Eu sei, isso lá é coisa pra pensar antes de dormir. Bom, o fato é que depois de começar a pensar demais chega a insônia, e se eu não escrever, amanhã esqueço tudo, e também agora preciso escrever se quiser dormir mais depressa, jogar tudo isso fora, antes que eu pire. Então o jeito é escrever, porque a esta hora dar um ataque de esquizofrenia não é legal, andar na rua até diminuir a ansiedade não é seguro, e ainda tem o agravante que está chovendo...
O que eu estava pensando é bem profundo, talvez até ridículo. Acho que a chuva me deixa meio sensível...
Eu sempre quis entender os sentimentos, todos eles. Sentir dor, sentir medo, sentir amor, Sentir apenas... Desde criança fico admirando a reação das pessoas, e até dos animais, e acho que com o tempo muitos ficaram óbvios, mas mesmo assim, sempre atraentes.
Na adolescência, depois de um primeiro amor avassalador venho a dor da perda. Aquela dor sem ferida era algo novo, foi tão complicado entender com ela machucando ao mesmo tempo. Depois de muito tempo, muito mesmo, percebi o que tudo aquilo significava.
Quando se é inocente, se é mais feliz. Como é doloroso não poder acreditar nas palavras. Como é doloroso não respeitar as palavras. Ahhh... E como é estúpido acabar fazendo o que se repudia.
Lembro bem que a primeira vez que disse “eu te amo”, nem era amor, e eu sabia. Lembro que quando disse com intensa verdade nas palavras “eu te amo”, a pessoa nem se importava mais com elas, estavam atrasadas, e eu sabia. Era a mesma pessoa, eram as mesmas palavras, eram diferentes situações, sim, eram as mesmas palavras.
Hoje percebo que fiquei sem muitas palavras, porque não posso oferecer nada além de um “eu te amo”. Isso deveria ser o auge do que sinto, mas isso se tornou tão pouco.
Reduzimos nossa intensidade através das palavras, vomitamos sentimentos a todo momento...
Sinto-me tão frágil perante as Palavras! Sei sentir ou sei o que sinto? Às vezes eu fico em dúvida com isso! As palavras me limitam, cercam-me com suas letras, e me deixam assim, sem saber o que dizer... Sem ter o suficiente para falar...
Tornei-me uma pessoa incapaz devido as minhas próprias palavras. Tornei-me escrava delas. Sei que ninguém é o que diz, mas se pode medir a intensidade de cada sentimento se usar as mesmas palavras? Cada palavra tem um sentido único, não há sinônimo capaz de substituí-las, e eu só queria saber usa-las de forma sensata, mas parece que após perder a inocência, se perde também a intensidade.
No primeiro amor acreditamos que vai ser pra sempre, e daí nos jogamos, nos doamos; depois de descobrir que não é, deixamos de ser inocentes, nos preservamos, e logo, deixamos de viver o todo, porque se tem medo da dor, sentir dor e não ter remédio é terrível, assombra a todos. Daí, deixamos de sofrer e de viver... A maturidade nos deixa cínicos e incapazes de se entregar, e assim, nos moldamos com a forma do ópio, mas nem por isso passamos a ser felizes.
Alguns dias atrás me questionei sobre o que estou sentindo no momento. Bom, eu me sinto como uma criança, ou seja, estou me permitindo ser inocente, e isso não é necessariamente não ter medo de sofrer, porque na verdade eu só quero viver, mesmo que tenha que sentir dor para saber que estou viva.
Só tenho medo de não falar o suficiente, porque sempre somos capazes de sentir, somos egoístas por natureza, então, isso nunca vai ser complicado. Mas e as palavras?... O que devo guardar? O que devo deixar o vento levar?
Tinha mais coisa a gritar na minha cabeça, mas esqueci... Acho que só pensamos e sentimos de verdade no escuro. Então, vou apagar a luz agora...

quarta-feira, 16 de março de 2011

666

Tire este peso de mim! Tudo está transbordando e a cada dia fica mais do que não entendo... Um Dom de sofrer com o que não me pertence ou pela felicidade que cega. Ando meio assustada com as cores, o Céu tem sido a única coisa atraente nos últimos tiempos, y no compreendo os olhares; e este corpo que não me pertence, suga o mal e aprisiona pensamentos nesta ilha que sou...

sábado, 12 de março de 2011

Está amanhecendo... e eu ainda não dormi... Passei a madrugada pensando na mesma coisa, e esta coisa nem é importante, mas como faz para não pensar? se pensar em não pensar já é pensar...
Então... O Japão tah fudido... O fim do mundo se aproxima...
Acho justo Deus exterminar as pessoas, embora eu não queira morrer, quer dizer, no momento até estou afim, mas sei que daqui a pouco passa, então estou falando pelo daqui a pouco... O fato é que o Ser é uma grande BOSTA... Quer dizer, menos que uma bosta... Eu estava pensando que até a bosta dos animais são férteis, e as do Homem, nem isso... O grande barato do Homem é pensar, mas quem pensa de mais fica doido, e quem pensa de menos é um Ser inútil...E o meio termo não vive, só trabalha, pelos que pensam demais e pelos que pensam de menos...
Estou escutando música Árabe, este troço é muito triste... Dá para entender porque se explodem... Eu até me exploderia sem escutar isso, só me falta um ideal e um inimigo para combater... Sorte que eu não entendo nada de química e física... 
...... Não dormir expõe minha insanidade..... Parei de escrever... PQP