Geração Coca-cola
Quando falamos em “rebeldes”, logo vinculamos a uma idéia de jovens inquietantes. Mas a atual realidade tem mostrado um novo perfil de rebeldia, esta que agora possui a tendência de fazer com que o jovem se feche ao mundo real, e as possibilidades que o mundo pode oferecer.
Bombardeados por um biótipo dado como ideal pela mídia, jovens acabam se sujeitando a solidão como refúgio. Muitos deste sem uma estrutura familiar que garanta uma base emocional para encarar as contradições que a sociedade proporciona.
O isolamento é visto como garantia de fugir de todo mau, da violência, do preconceito, do biótipo ideal, da intolerância, etc.; Uma atitude que privilegia a TV e a internet, tendo-as como suposto instrumento de ligação com o real, deixando os jovens que deveriam ser criativos e pensantes, em consumidores alienados e frustrados.
Pensando nas novidades do governo, como as cotas nas universidades que distingui a capacidade pela cor da pele, podem reforçar a idéia que o jovem é cada vez mais exposto a sofrer contradições e continua a negar qualquer reação a situação. Descrente de mudança, o adolescente que deveria ser inquietante e questionador se camufla em um mundo “a parte”.
A falta de perspectiva diante da educação, somada a falta de estrutura familiar e emocional resulta em um jovem apático ao cotidiano, e que tende a ter uma visão que o faz acreditar que tudo seja um produto que pode dar felicidade instantânea, conduzindo o jovem a ter uma postura violenta quando rejeitado ao mundo “real”.
Diante de tanta liberdade, alguns adolescentes até questionam a razão, mas influenciados por ídolos que dizem sofrer com as mesmas frustrações e angustias, levando o jovem a adotar ideologias que tornam o isolamento “glorioso”.
Todas estas ações servem como tentativas de fugir da realidade, tornando as drogas, a alienação, a ignorância ou até mesmo o suicídio como oportunidade de concretizar a fuga, o que normalmente conduz o jovem a depressão e a perda de anos que deveriam ser considerados os melhores de sua vida.
Uma triste realidade, mas realmente real...
Clarisa de abreu
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