Escrever é minha maior paixão, e foi escrevendo que descobri a mim. Porque a forma mais simples de traduzir realmente quem sou é por meio de palavras vindas de mim mesma...
quinta-feira, 25 de março de 2010
Olhos fechados
No ápice do amor, o mundo sobrava. A perfeita simetria deixava tudo linear, onde nada nos cercava, nada importava...
De repente o irreal tomou conta de minha fábula, e do sonho acordei...
Despreocupado amor, que me consome ao brincar, zomba do tempo, e desmerece minhas cicatrizes...
A dor sem sutileza limita meus pensamentos, num pesadelo de fúria, e das nuvens mergulho... O chão parecia estremecer, e logo, todo peso do mundo caiu sobre mim.
Imprevisível realidade que impõe lembrar de ti, ensandece meus sentidos, carregados de lembranças com tudo que me agride.
A escuridão cegava minhas mãos, que sem sentir acabaram com toda dor. Enquanto meus pulsos sangravam, de seu rosto vagarosamente esquecia...
Por um instante meus olhos eu abro, mas já era tarde demais... Então perco os sentidos de fato, e desisto de mim...
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