quinta-feira, 25 de março de 2010

Overdose

Senti o sangue esquentar minhas mãos, mas por sorte não eram de meus pulsos, e sim de meu rosto...
Em busca de felicidade em pó, mais uma vez fui e fiz vítimas, e por isso, como animal de circo, atrás das grades me vejo.
Havia cheirado uma, duas, três... sei lá quantas vezes a tal felicidade... A felicidade é algo irresistível! E por causa de tal ato de egoísmo, “involui”, e como fera me comportei; matei para consumir, e assim “sobreviver”.
Não lembro o que fiz exatamente, mas ouvi alguém dizer que eu matei alguém, não sei quem, nem como, mas se agora soubesse, o resultado seria o mesmo.
Ter felicidade custa caro, e não me importo se Deus não quis me fornecer; pois no meu mundo não grandioso, mas perfeito, se possui felicidade concreta disponível... Entendo que ela pode me matar, mas pior seria morrer de tristeza em um mundo grandioso.
Meu corpo parece estar todo molhado, não sei se é de suar frio ou quente, mas tenho certeza que o dia, talvez à noite, esta muito fria; pois quando urinei involuntariamente, vi subir uma fumaça em torno de minha cintura.
Olho as grades em volta, que rodam feito um carrossel desgovernado, e um vazio profundo, imerso a ansiedade parece me torturar. Minha boca espuma, mas raiva não tenho... Meu corpo estremece e treme sobre o chão; tento gritar, mas a voz não quer sair...
Fantasmas me assombram, num delírio com minhas próprias criações...
Estendo minhas mãos, e sobre elas deixo escapar meus ideais; como se fossem grãos de areia diante do vento...
Paro de sentir... Felicidade! É você?



Nenhum comentário:

Postar um comentário