Os Anjos tocavam-lhe com as pontas do dedos... Um toque sútil e intenso, e inundo de toda a serenidade possível. Enquanto isso, o berço ainda balançava, e a peuqena vida era roubada...
A mão gritava, o pai sussurrada, mas quem teria a maior dor? O bebê com os lábios roxos, e a pele pálida, e ainda não gelada, parecia estar num sono tranquilo, e talvez ter um meio sorriso no rosto...
A culpa! de quem é a culpa?
Dos anjos que não sabem sentir, ou dos pais descuidados? por fim, talvez seja do assassino! O cara que adentrou a casa da familia sem ser convidado, ou o cara lá de cima que sempre é convidado e não fez nada para deter?
De quem é a culpa?
O caixão de tão pequeno, parece esconder um brinquedo... Mas a falta do tope como enfeite, e no lugar as brancas rosas, deixam exalar o fim de um Ser sem início, ou seria um início sem fim?
Não sei, mas a culpa é minha então?
Meu Deus! De quem é a culpa?
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