sábado, 25 de setembro de 2010

O difícil não é ter, e sim pertencer a alguém...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O arco íris da vida

Primeiro, os humanos em cores.

E depois, o fim, um mundo Preto e Branco.

Em geral é assim que vejo as coisas...

UM PEQUENO DETALHE:

- Sua essência é multicolorida.

Por favor, confie em mim... Absorvo sua tristeza e euforia, e isso possivelmente pode me tornar atraente. Não sei explicar este dom ou defeito, mas com absoluta sinceridade te digo: - Não sinta medo do que sente por mim! Sei que é estranho minha imagem surgir frequentemente em seus pensamentos, mas não se preocupe! Não te farei mal algum...

ISSO ASSUSTA VOCÊ?

- Insisto! Não tenha medo de mim...

Sem apresentações! Nesta história que estou prestes a contar, os humanos são os únicos a contrastar. Mas não esqueça, o Preto e o Branco se limitam à dor e a morte.

A TEORIA DOS MEUS OLHOS:

- O conhecimento ilumina a carne, sendo

os olhos o portal da luz divina, que num ato

explícito deixa extravasar suas cores.

Uma multidão de cores! A distração, como já deve imaginar, reflete todos os dias... Faça chuva ou sol, um amontoado de contrastes atrai meu olhar, criando um cenário colorido diante de olhos que vivem a sofrer pelo devaneio de sentimentos alheios.

Não sei bem como começar, quem sabe o fim?... O fim é Branco ou Preto. Voltamos ao começo. Melhor assim! Isso não é uma fábula. Mas, iludir-se que seja talvez faça sua mente reagir mais racionalmente, permitindo pensar com bom senso em relação aos fatos. Então, caso te deixe mais a vontade, era uma vez...

Imagine uma pessoa como um foco de luz. Após, contorne seus contornos com cores... Termino?... Chegue perto dela, e absorva em ti a cor que tiver maior destaque. É assim que começa a angústia. Um dia, e muitas vezes durante o mesmo, se rouba sem intenção um pouco da cor de cada Ser, e ao final dos dias, em meio à solidão da noite, irá transbordar algo que machuca dentro de você, mas não é seu! E não há como tirar esse sofrimento sem ferida.

DÚVIDAS COMEÇAM A ATORDOAR?

- Calma! Por favor, não deixe uma cor sobrar,

pois à noite logo chegara, e eu não quero sufocar

por algo que me sobra e não é meu. Só hoje!

Partirei do princípio! A primeira vez a usufruir das cores na verdade não lembro; só recordo da descoberta de compreender que vê-las era algo peculiar a mim. O ato de contestá-las causou furor aos Seres que rodeavam minha existência. Então, com medo de parecer estranha perante aos Outros, calei-me... No entanto, não foi o suficiente para desbotar o meu jeito de olhar.

DESCRIÇÃO DAS CORES:

Azul aconchega

Chocolate entristece

Amarelo embriaga

Cinza assombra

Lilás seduz

Rosa empolga

Verde saudade

Roxo enfurece

Laranja atordoa

Vermelho perturba

Algumas pessoas assombram meus dias sem saber. Muitas vezes a vontade que tenho é uivar de dor! Sinto afogar-me em um mar de chocolate. A aflição da perda cria um abismo interior, que costumo diminuí-lo, chamando-o de vazio. É tanta tristeza a machucar, que surge o desejo de ferir a carne para esvair a dor que inunda a alma.

Equilíbrio é algo que não depende de mim... Às vezes penso que Pandora abriu um baú de tintas!... O ópio não é Branco nem Preto. O ópio é a solidão! Mas como tenho minhas próprias cores, que são essências, também necessito de retoques.

Enfurecida pintura que perturba o aconchego e embriaga meus sentidos! Você já perdeu alguém? Ou melhor, já perdeste suas cores?... Sorte ou azar! Há sempre alguém pré-disposto a repintar sua existência. Osmose de dores!... Uma quase harmonia devido ao complemento satisfatório, uma aquarela em arcos equilibradamente distribuídos... O vermelho normalmente tende a sobrepor os Seres Cor-de-rosa!

UM DOLORIDO HÁBITO:

- Chocolate é minha perdição!

Confesso que saborear a tristeza dos

Outros às vezes quase vicia...

Você já reparou que Tristeza não precisa de luz? Exibi-se na carne opaca e sem brilho, e mesmo assim atrai sua atenção... Não é incrível ter somente a terra como pano de fundo?... Não se aborreça com meus maus costumes! Essa terra volta a ser fértil após intensas chuvas, embora que seja um temporal de lágrimas a cair; é uma espécie de degeneração da inocência para regeneração da razão...

ARQUIVO PESSOAL:

Sangue é Amor! Doar?... 49 % no

máximo... Lembre-se! Amor não se compra;

então, não desfaça-se de sua propriedade.

Alerta!... Amor é o sentimento que corrompe a sensibilidade, ofusca os olhos, causa entropia e desarmoniza o jeito de olhar. Vou tentar ser mais clara!... Desculpe! Não posso! Não vou doar o sangue que tenho para servir-lhe como argumento... E talvez, amar não seja ainda o suficiente para dominar o assunto. O Branco é algo inacessível no momento; já o Preto com certeza não é a solução! Enfim, só queria contar-lhe que o Amor não oferece outra opção. Sangra sem cessar... E não há cor que ofereça agradável mistura.

FIM:

- A cor branca é a preparação à morte.

Preto, resta a carne, a morte é fato.

Já fostes iluminado pelo brilho da despedida?... Olhos cintilantes que traduzem a tranquilidade de um corpo exausto, ou apenas pronto para partir. Claro! Aqui não existe cor mais pertinente que o Branco. Perfeita fusão de todas as cores! Une-se a luz da Carne com a da Aura. Bem-vindo à paz!...

Olhar negro! Cadê suas cores?... Falar disso não entristece. Não tem nada a ver com consumir chocolate e após ficar com a consciência pesada. Preto significa o Não-Ser; aquele ninguém que não gera dor, pois é vazio, não assombra nem seduz, não perturba nem deixa saudades. Preto é o mendigo do arco-íris, que não se alimenta de cores, e vive solitário... O Preto escurece o céu, enegrece as águas, oculta o sangue. O Preto é a morte a vagar pelo mundo, sem cor e sem luz!

Chegamos ao fim!... Por favor! Volte ao começo! Deixe suas lágrimas caírem sobre o chão de chocolate, a dissolver num chuvoso dia de sol. Após, aprecie o arco-íris da Vida!

Cores!

Suscetível a você

Seu cheiro ensandece, seduz e, por fim, guarda em minha memória a importância deste momento. Registra a pureza de um sentimento, ou simplesmente a harmonia que há entre o amor e a indiferença.
A pressa de te possuir é sutil. Um botão após o outro... O contato da pele se dá. Sem pudor, com urgência de sentir prazer. Delicados gestos em meio a atos insanos. Seu corpo introduz o instinto malicioso, enquanto que o meu se submete ao desejo inocente de apenas querer estar ali...
Acaricio seus lábios com a ponta dos dedos. Olho seus olhos, sua boca... Encosto meus lábios aos seus, sinto seu hálito e respiro seu suspiro. O encaixe é perfeito. O beijo suspende qualquer pensamento. O corpo estremece, e no impulso fico suscetível aos seus caprichos.

A compra da queda

Construído em 1961, da noite para o dia, o Muro de Berlin dividiu a Alemanha em Ocidental e Oriental, e somente 28 anos após a obra, o muro que foi símbolo maior da Guerra Fria perdeu sua força e teve fim.
A história do muro que deveria ser somente de vergonha é encilhada pelo capitalismo e exposta com glamour sem barreiras. Com 1.065 cruzes que servem de arquitetura sombria, para relembrar inúmeras mortes ocorridas nas tentativas frustradas de escapar da Alemanha Oriental; e com turistas que compram partes do muro que até hoje restam como lembrança da dor dos “derrotados”; o fracasso socialista soviético é assim exaltado durante duas décadas da inexistência de obstáculos “concretos” que não garantiram o fim da intolerância.
As enormes agitações sociais que movimentaram o século passado traziam consigo o golpe sofrido por alemães que foram cultivados pela vingança, sendo traídos pela persuasão; e logo, pelo poder dado com esperança a quem destruiu o resto que lhes sobravam.
A intolerância adquirida na 1º guerra mundial floresceu na 2º guerra mundial, e exalou consequências na Guerra Fria, matando não somente vidas; matou o fanatismo comunista; pois a corrupção é o único meio de acabar com fanáticos. Mas é necessário lembrar que fanáticos não são bandidos como se é retratado, pois fanáticos matam para defender uma ideia.
O capitalismo que hoje deixa a porta sempre aberta para a desigualdade é dado como ideologia, onde não fanáticos, e sim bandidos, roubam a vida sem ser capaz de proporcionar uma morte digna, cultivam tudo o que foi adquirido com a humilhação repetida na maioria das sociedades, tendo seus muros todos os dias fortificados pela violência contra a sociedade igualitária.
Concluindo, revoluções constroem muros, e esses provocam a fragmentação do mundo; o número de cruzes somente indica quem não foi lembrado; definindo como o maior símbolo de destruição o que posteriormente pode ser transformado em produto.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sem vitrine!

O destino daquele Ninguém parece óbvio. Dono de passos apressados e sem rumo. Seguia, todo dia, e sempre chegava a lugar nenhum. O desinteresse dos seres civilizados não refletia em seus olhos sem brilho. Pouco percebido, causava incomodo apenas quando transitava em espaços inconvenientes; estragando a cegueira com seu aroma de descaso. Quando exposto na escuridão, era uma espécie de bicho Papão dos contos urbanos; por vezes provocava medo. Pena não! Pena é feio sentir...

Vitrines iluminadas. Gente caminhando. Carros desfilando. Música e barulho. Gritos, gargalhadas e murmúrios... Várias marcas e cores expostas contrastando. Caras marcas! E Ninguém ali... Agachado, fazendo gestos de algo que não acontece; trocando palavras com quem não existe.

O estranho conhecido não gera nem estranheza. Todos sabem, não é ninguém! Ele não sente... Faz parte do cenário. E não do espetáculo. Estabelece um moderno sentimento de auto-suficiência, que não tem finalidade, somente justificativa; de Ninguém para toda aquela Gente, e da Gente a qualquer ninguém.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Só sei dizer o que fui dentro de um ponto de vista pouco exato, pois se auto analisar é como se auto privilegiar... O que sou realmente eu não sei, embora ache bem interessante viver tentando saber, pois ter dúvidas é o que nós torna melhor ou pior, sempre numa crescente... Pois se pode evoluir em tudo, ate nos erros... e isso não se chama estupidez. Pode-se chamar petulância... O que no meu ponto de vista é bom.
Sou o que não sei... Ser é como o Olhar... não se pode ver o próprio, da para pegar no máximo uma foto e ficar a deduzir...
Papo doido neh... Mas louco mesmo é quem possui os pés no chão...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Prisioneiro do Caos?

As maiores frustrações ocorrem sempre devido aos grandes amores. E diante das decepções percebe-se que os sentimentos intensos produzem dificuldade de expressão e até de convivência. O excesso sempre causa caos interior. Estar no caos é ter o próprio mundo em desordem e não conseguir encaixar as peças que constroem a ponte, o único meio de ligação que sua ilha particular dispõe para não ser deserta.
O excesso que atordoa gera a necessidade de extravasar. E por que não escrever? Organizar as ideias, literalmente. Para isso é essencial ser capaz de diferenciar, saborear e apreciar as sensações. É imprescindível ser transparente e sutil no uso da percepção, pois não se pode moldar um sentimento após ele nascer. Então, crie o ambiente saudável para seus filhos!
Filhos? É... Criar personagens é como gerar filhos. Durante a gestação se imagina características de acordo com o que se vê em outros seres de papel ou de carne. Mas quando ele nasce, descobre-se que a criaturinha tem personalidade própria, identidade. Malicioso, inconsequente, manhoso, tendencioso, ignorante, impaciente, tagarela, indiscreto, vaidoso, insolente, mal educado; foge as tradições e não totalmente aos costumes; e tudo isso ainda não é o suficiente para destruir o orgulho dos pais. Pois o rompimento do cordão umbilical é incapaz de interromper a conexão. É uma espécie de cumplicidade incondicional.
Assim como toda relação, a intimidade com a escrita cresce com a convivência, dando espaço a uma determinada falta de respeito com a linguística. Neste caso, pode ser favorável, pois facilitara o envolvimento do leitor com o cenário proposto. Consequentemente, deixara mais evidente a identidade dos personagens.
Há inúmeras tentações perante o caos, que na escrita podem causar estresse, dor de cabeça. Entretanto pode também ser a trilha para a inovação, o esconderijo certo para encontrar o estilo peculiar de persuasão, com aparente falta de pretensão, mas que envolve até atingir o ponto G do leitor. Ou seja, é obrigação acabar com as tentações! Como? Ué, caindo em tentação. Se der errado, dê lugar à indiferença. Tentação não é casamento. Você não precisa de advogado para resolver este deslize... Extermine seus medos. Ser conservador então? Nem pensar! Existe necessidade de aventurar-se para testar a potencialidade deste relacionamento. Não se contente com uma musa, vá atrás de meretrizes sem luxo! Tenha como exemplo Zeus, que na verdade era um canalha, mas por merecimento. Poh, o cara deu vida à magníficas criaturas.
Brinque de Zeus, Deus, ou de cientista maluco! Dê valor para cada palavra utilizada. Acredite ter um grande tesouro, e que é necessário escondê-lo para gerar cobiça em piratas que você deseja prender. Desenhe primeiramente o mapa, use como isca suas maiores preciosidades. Escolha uma estratégia! Crie o cenário apropriado para captura. Deixe pistas eficientes para eles chegarem até você. A busca deve ser tão atraente quanto o tesouro. Tens dúvida se irá despertar a cobiça dos piratas? Pense... Você iria do Oiapoque ao Chuí atrás deste tesouro? A consistência da resposta depende da sua empatia. Seja uma fiel cobaia da sua criatividade!
A trama textual pode ser de drama, comédia, suspense, romance. Pode tudo! Ah, se quiser criar uma constituição, fica ao seu critério! O final pode ser o começo, a ordem não importa; o meio independentemente existirá, mas faça dele um recheio. Digamos que um recheio de mãe. Torne-se íntimo, mas nunca previsível. E lógico! Não exagere nos adjetivos, leve em consideração que no ponto de vista dos pais, os filhos sempre são extremamente qualificados para tudo. Assuma uma postura critica de madrasta de fábula. Corte as tranças de Rapunzel sem dó, aquele cabelo é um grandessíssimo exagero! Mas não use maças envenenadas como instrumento de ataque, prefira a ironia, seja hostil com eloquência. Use o Pequeno Polegar como exemplo de inteligência!
Ultrapasse as barreiras! Não seja prisioneiro do Caos. Crie... Escreva... Pinte com palavras o arco-íris, dê vida ao abstrato. Acaricie no ritmo de uma melodia. Rompa o branco da página com o Sol da perfeição. Tenha olhos curiosos com traidores olhos oblíquos. O tema pode ser a morte, no entanto, é sempre Zeus proporcionando eternidade ao Homem.